sábado, 3 de novembro de 2007

Fechados pra mim



Olhos negros sabor mel
olhos de návio que se chega ao cais
são olhos reluzentes pedaços de céu
ternura e feitiço pra quem vê traz
São olhos de inocente e divino ser
Também de crimiso ou satanás
Duas estrelas incapazes de se ter
Dois tempos em que se pode voltar atrás
Há quem diga que são a janela da alma
Por onde não se atravessa jamais
não é certeza
Só se sabe que acalma e traz paz
São olhos jamais vistos pela natureza
Que encantam e medo faz
O mais puro exemplo de beleza
Mistura timidez e esperteza
Mas seus mistérios são bem mais
Mintura alegria e tristeza
Olhos de anjo e cataz
Mistura traumas e delicadezas
Um labirinto fugaz
São olhos que não olham e nem veêm
Que só amo a eles e ninguém mais.

Isac Sobrinho

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